Não é falta de verba nem de plataforma. O que vende na Joias Vip é o leilão ao vivo — a peça na mão, o lance, a pressa. O digital hoje anuncia institucional. A proposta é traduzir o que já funciona — e provar em quatro meses, um teste por mês, cada um com critério de sucesso escrito antes de começar.
A audiência da TV aberta está envelhecendo, e o tempo de resposta não é o de um plano semestral.
Leitura da Nobox a partir da reunião de 06/08. É exatamente por isso que esta proposta não pede seis meses.A Joias Vip vende joia melhor do que a esmagadora maioria do mercado brasileiro — só que num canal que está encolhendo. Antes de falar de digital, vale escrever o que já existe, porque é isso que a estratégia usa como matéria-prima. Nada aqui pede pra mudar o que funciona.
Estúdio de TV próprio, transmissão por satélite e a venda feita por vocês mesmos, ao vivo. Lance, urgência, negociação. "Nós desfilamos as joias."
Ouro importado da China, manufatura na Tailândia, importação própria. Mais a Constantin, relógio automático de ~R$ 2 mil que é marca de vocês. Margem alta e controle da cadeia.
Dentro dela, 120 mil fiéis e 20 mil que compram uma a duas vezes por ano. Esses dois grupos não são lista de lead: é comprador com histórico — e é por eles que a gente começa.
Já temos acesso ao Google Ads e ao Meta Ads da Joias Vip e lemos três anos de histórico. Os números abaixo não são estimativa de agência — são de vocês. É a partir deles que a proposta foi montada.
Não é uma conta de teste. É uma operação de mídia de verdade, com histórico longo o bastante pra confiar no que ela diz.
O Google de vocês já dá retorno. O problema não é o canal — é quanto dele está ligado e para onde a verba aponta.
De 460 campanhas criadas em três anos, 13 seguem no ar. A alavanca mais rápida da operação é religar o que já provou que vende.
Verba histórica do Google Ads por status da campanha · jun/2023 – jul/2026
De tudo que já rodou, só 12% continua no ar. O motor que fez ROAS 5,5 está, em boa parte, parado — e religá-lo custa tempo de gestão, não verba nova.
Retorno sobre a verba, por formato · Google Ads, 3 anos
Busca de marca é o campeão — é colher quem viu a TV e foi procurar no Google. Vídeo e Display queimam verba. Realocar entre esses formatos é decisão de gestão, não de orçamento.
No Meta Ads, quase toda a verba foi otimizada para clique, visualização, mensagem e visita ao perfil — métricas que não são venda. A fatia pequena que foi otimizada para COMPRA voltou num patamar completamente diferente. Mesmo produto, mesma marca, mesmo período — mira diferente.
A gente não precisa provar pra vocês que joia vende no digital. Vocês já provaram — com 10% da verba e sem querer. O trabalho é repetir isso de propósito, com criativo à altura e a base de compradores por trás.
A proposta não é gastar mais. É gastar onde a própria conta já mostrou retorno, e parar de gastar onde ela já mostrou prejuízo. Verba nova só entra depois que um teste passar.
O feed é catálogo de fotos estáticas. O único Reel que saiu da curva — 5x a mediana — foi o da tanzanita: uma história sobre a pedra, sobre a mina que vai acabar. Quando vocês contam uma história, funciona. Está lá o formato, medido, na conta de vocês.
Divulgar um evento sem público construído é comprar audiência do zero toda vez. Com a base da TV ativada e criativo certo, o mesmo evento custa uma fração disso — e é medível.
O que faz a TV vender é a energia do ao vivo: a peça girando na mão, o preço caindo, a parcela na tela, o "tô com o último". O anúncio digital de vocês hoje diz que a Joias Vip "há mais de 20 anos em joias no Brasil, entrega o que promete". Isso é institucional — e institucional não faz ninguém arrematar.
Verba boa em criativo institucional dá exatamente o que deu: ROAS 1,1. O tráfego só potencializa o que já vende — enquanto o criativo não mostrar leilão, peça e preço, mais verba só acelera o resultado ruim. É por isso que este projeto começa por conteúdo e base, não por orçamento de mídia.
Nós dois tentamos dar um lance no site durante a reunião e não conseguimos entender quanto custava a peça: "encerra na sexta-feira, valor de mercado dezoito mil, lance atual doze de cento e trinta" — em parcela, sem saber o total. Se quem faz tráfego pra viver não entende em dois minutos, a cliente de 55 anos no celular também não entende.
Recomendação: tirar o leilão do fluxo de compra do site. O site vira venda direta, com preço na cara. O leilão vira evento — com data, hora e nome — transmitido onde dá pra replicar a energia da TV. Isso explica a conversão fraca melhor do que qualquer hipótese de mídia.
Joalheria boa, no imaginário brasileiro, é a que tem nome antigo — a tradicional. Não é preciso mudar nome, logo, nem nada: é a mesma marca contada como herança, e não como antiguidade. É o que permite alcançar a mulher mais jovem sem perder a de 50+ que compra hoje.
Toda agência pede seis meses "pra começar a dar resultado" — e cobra os seis. A gente não vai pedir. O projeto é fatiado em quatro testes pequenos: cada um roda em um mês, tem critério de sucesso definido antes de começar e é julgado no fim do mês. Teste que não passa morre ali, e a verba dele vai pro que passou. Nenhum mês é "preparação".
A pergunta: quem já comprou na TV compra pela internet, quando é a marca que ele conhece falando com ele?
Subimos os 20 mil recorrentes e os 120 mil fiéis como público próprio no Meta (Custom Audience) e no Google (Customer Match), e geramos públicos semelhantes a partir de comprador real — não de curtidor. Em paralelo, a verba do Meta é reorganizada para o objetivo compra (o pedaço que já fez ROAS 29), religamos no Google as campanhas que davam retorno alto e cortamos Vídeo e Display.
Por que este é o primeiro: é o único público do mundo que não precisa acreditar que a marca existe. Mata o "ah, isso aí é golpe" antes de ele nascer — a gente só fala com quem já comprou de vocês.
A pergunta: qual formato de conteúdo faz alguém comprar joia pela internet?
Entram no ar 50 a 100 criativos de produto feitos com criadoras, com direito de uso por 1 ano — ou seja, rodam em tráfego o ano todo sem pagar de novo. Não são creators consagrados: são criadoras em ascensão, com negociação e custo muito melhores e capacidade de entregar volume. Os formatos saem do que já funciona: a história da pedra (foi o que performou no Instagram de vocês), a peça no corpo, a demonstração, a parcela como âncora.
Esse é o buraco real da operação: o que faltava no Facebook Ads e no Google Ads era criativo de produto bom. Sem isso, nenhuma otimização de mídia salva.
A pergunta: o leilão funciona sem a televisão?
Um leilão online com nome próprio: evento batizado, com data e hora, diferente do da TV — por exemplo uma edição de madrugada — apresentado por criadoras e transmitido onde a audiência já pode ser construída. A base ativada no mês 1 e os criativos validados no mês 2 puxam gente pra dentro; não é começar do zero como foi na live de R$ 5 mil.
É aqui também que a recomendação do site se materializa: o site vende direto, com preço; o leilão vira evento. Duas coisas separadas, cada uma boa no que faz.
A pergunta: existe receita fora do que a gente já sabe — e o que merece verba de verdade a partir daqui?
TikTok Shop no ar (o cadastro foi aberto no mês 1). A entrada é pelos itens de ticket baixo — pulseira, pingente, que é o que mais vende no canal — e pelos relógios Constantin. Praticamente ninguém está vendendo joia lá: é oceano azul enquanto durar. O TikTok cede espaço na sede pra evento de abertura com criadores, e a gente usa isso.
E o mês 4 é o de concentração: toda a verba se junta no que passou nos testes 1, 2 e 3, e o que reprovou é abandonado sem cerimônia.
Preto no branco, antes de falar de valor: o que a Nobox faz, o que não faz, e onde entra dinheiro que não é fee.
A verba de mídia, que fica na conta de vocês, direto nas plataformas. Hoje já são ~R$ 50 mil/mês no Google.
Cachê de celebridade e produção de campanha institucional de TV. O repasse de produção e criadoras é custo de produção — não é fee da Nobox.
Reconstruir a mecânica de lance dentro do site. A recomendação é tirar o leilão do site; a execução técnica disso é do time de vocês (ou entra pela Frente E).
Leilão — não existe na plataforma, lá é compra direta. E o envio de peça de alto valor como amostra para criador.
O aplicativo nativo — ele é de vocês e continua sendo. A estratégia conversa com ele, mas a Nobox não o constrói.
Proposta que promete tudo cheira a agência. Estas são as fronteiras — escritas agora, para não virarem discussão no mês 3.
Telefone e e-mail dos 20 mil recorrentes e dos 120 mil fiéis, em arquivo, com a base de consentimento em ordem. Sem isso, o teste do mês 1 simplesmente não existe.
Google Ads e Meta Ads a gente já tem. Falta acesso ao e-commerce, ao gerenciador de tags e ao pixel/CAPI para arrumar a medição na primeira semana.
Itens de ticket baixo e relógios para as criadoras e para o TikTok Shop, com controle de saída e devolução combinado. Peça de alto valor não sai — e a estratégia já foi desenhada sabendo disso.
O estúdio de TV é o melhor set de joia que a gente vai encontrar — e ele já é de vocês. Algumas janelas de gravação por mês transformam o custo de produção de conteúdo em uma fração do que seria fora.
Projeto de quatro meses não sobrevive a aprovação de duas semanas. Um interlocutor que decide, com resposta em até 48 horas úteis. É o item que mais atrasa projeto — e sempre vira culpa da agência depois.
Semana 1. Acessos, base de compradores carregada, medição arrumada (venda separada de lead) e o critério do teste 1 escrito e combinado — antes de gastar o primeiro real.
Toda semana. Uma reunião de 30 minutos, direta. O painel fica aberto o tempo todo — vocês não esperam relatório pra saber como está.
Fim de cada mês. Veredito escrito — segue, mata ou dobra — e a verba do mês seguinte realocada na hora, com base no que o teste mostrou. Não há "vamos dar mais um tempo".
Fim do mês 4. Um plano de 12 meses construído sobre quatro meses de dado real da Joias Vip — e a decisão de continuar (ou não) tomada com número na mão, por vocês.
A Nobox topa os dois. Eles diferem em quem carrega o risco — e a gente tem preferência declarada.
Fee cheio, quatro meses, escopo fechado. Vocês pagam o trabalho e 100% do resultado é de vocês — a Nobox ganha o mesmo se vender muito ou pouco.
A Nobox cobra menos na entrada e ganha um percentual do que for vendido. Se o projeto não vender, a gente ganha pouco — e isso é proposital.
O mês 1 gira em torno de R$ 40 mil entre projeto e produção, dos quais ~R$ 30 mil vão para conteúdo e criadoras. A verba de mídia é à parte — e já existe hoje. A proposta não é somar R$ 50 mil de mídia por cima: é redirecionar a que já está sendo gasta.
Marque as frentes e escolha o caminho comercial. Os valores de fee entram na conversa — nesta versão eles estão sinalizados como a definir de propósito.
Leo lê primeiro e critica. Foi o combinado. Onde estiver errado, otimista demais ou faltando, a gente ajusta antes de qualquer outra conversa — inclusive os valores, que ainda não estão nesta versão.
Depois a gente senta com o Ivan, com a versão que o Leo aprovou e com os números fechados. Uma reunião, os quatro meses na mesa, e a decisão de começar pelo teste 1.
Semana 1 do projeto. Acessos, base carregada, medição arrumada e o critério do primeiro teste escrito. O relógio começa a correr aí — não daqui a seis meses.
Quatro meses, quatro testes, um veredito por mês. Se o primeiro teste não passar no critério, vocês descobrem em 30 dias — e não em seis meses.
Falar com o Rodrigo